Meu amor é do século passado

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Não sei lidar com a minha geração… Onde tudo é corpo, é sexo, é “rolo”… Pois é, tudo é só enrolação. Meus avós maternos até hoje são casados! A minha avó tinha 16 anos quando se casou com o meu avô. Nunca ouvi falar de tentativa de separação entre os dois; nem ouvi a parte da história que ela diz “Eu vou pra casa da minha mãe, isso não está dando certo.” Já ouvi que meu avô não gostava da comida da minha avó, mas ele aprendeu a comer! Já ouvi que minha avó não gostava do jeito do meu avô, mas ela aprendeu a lidar.

Eu tive o prazer de morar com eles por dois meses, e vi o meu avô levando café da manhã na cama para a minha avó. Vi minha avó separando a roupa do banho do meu avô… Ela faz o almoço, ele prepara o café da tarde. Ela limpa de manhã, ele limpa de tarde. Ela ranzinza, ele brincalhão! E os risos dos netos ali, estão garantidos. A minha geração não sabe ceder, não sabe construir a relação. Tudo tem a ver com “eu encontro alguém melhor do que você.” Não sei não, o melhor de alguém está em quem vê, em quem tem amor pela pessoa. O melhor está na construção de uma história, com a graça da imperfeição para contar para a próxima geração; e eles acharem fofo a persistência dos dois lados.

 

Se tivermos o privilégio de sermos avós, e contarmos a nossa história de amor, a pergunta será: Qual história de amor eu vou contar? Houve tantas, esse é meu decimo primeiro casamento, fora os “contatinhos” dos 13 aos 35 anos. E eu admito que eu morro de rir com as frases de efeito de quem não tem a capacidade de construir um relacionamento solido e real com alguém. Olha meu bem, não sei pra quem você quer fazer graça, mas é uma desgraça essa história de amores fáceis e passageiros! Eu realmente não vejo o sentido de não fazer sentido pra alguém, assim, de repente. Lá na frente você pode se arrepender por não lutar pra ser um com alguém, e por fim acabar sendo mais um pra qualquer pessoa. Deus me livre dessa doença que prende uma multidão na pornografia, desprezando a fidelidade de uma relação à dois. Deus me livre dessa capacidade de cansar de alguém pelo simples fato da pessoa não concordar comigo, ou me privar de sair muito com os amigos. Deus me livre desse vazio que faz pessoas se usarem, e serem usadas como coisas descartáveis. Deus me livre dessa doença, que deixa coração ferido por uma família desestruturada, onde o pai largou a mãe, a mãe traiu o pai e os filhos não conseguem enxergar a beleza de se casar um dia, e passar uma vida ao lado de alguém que aprendeu a amar e conhecer. O que é sólido se tornou fantasia e filmes da Disney, e o que é filme pornô se tornou realidade. Deus me livre dessa lógica doentia. Eu não sei lidar com a minha geração, uma multidão de gente rasa que vê graça na desgraça da falta de amor. Deus me livre! Só lamento pelos netos frustrados com a comida da vó, que é tão instantânea quanto os seus relacionamentos passados. Sinto muito pelos netos decepcionados com as histórias de quase amor dos avos… É, eu não sei lidar com a minha geração! Tudo isso está feio e eles encontram nisso diversão. Deus me livre!

Escrito por: Demi Menezes

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5 comentários sobre “Meu amor é do século passado

  1. Patricia disse:

    Só quem tem a pureza na alma que irá intenderá a sua singela mensagem!!!! Uma vez, eu ouvir que; quem não consegue acompanhar essa geração. São pessoas que não tem a capacidade de lidar com os problemas.
    Sendo assim, ainda continuo não querer lidar com os problemas!
    Sucesso e bela história.
    Att, Patricia.

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