O que é o amor? Você sabe amar?

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O amor na sua delicadeza tornou-se aquilo que cada pessoa no seu individual precisa. Tornou-se poesia, rimas aleatórias, músicas, romance… E tudo bem! Porém com o passar dos dias, dos anos foram desenhando um amor finito, do tipo limitado e ferido. Bem longe da pureza que há no real amor.

Será que você sabe amar?

Quero de imediato confrontar o maior mito sobre amar: “O amor é um sentimento que…”
Não! O amor não é um sentimento. Sim, eu sei que confrontei muitas canções, muitas escritas, poesias lindas, e muitas histórias rompidas. O amor é racional. Com essa afirmação não quero dizer que a emoção não deve ser sentida, apenas que o amor não é consequência de sentir, mas que sentir é consequência de amar.
I coríntios 13 esclarece o amor para nós. Já se inicia a passagem declarando a importância do amor, e fico a pensar, sendo tão importante como não sabemos amar? Aplicamos no amor as imperfeições da humanidade, e tornamos o amor superficial e finito. Sendo que o amor na verdade aperfeiçoa o que é humano.
No versículo 4 de I Coríntios 13 vai nos dizer o que comprova a manifestação do amor nas nossas vidas, e ali está uma lista do que o amor é de fato, mostrando ser o aperfeiçoamento do que é humano. No fim do versículo 4 até o versículo 6, são citadas ações e reações geradas pelas emoções, (Inveja, orgulho, maus tratos, interesses próprios, irritabilidade, mágoa…).
Logo entende – se que para amar é necessário muitas vezes negar o que sentimos.
A maior prova que eu posso te apresentar de que o amor não é sentir, mas fazer e ser, é que no versículo 8 em diante diz que que o amor não perece (NVI), o amor é eterno (NTLH), lógico que isso é a representação de Deus, como o próprio amor. Mas levando para os nossos relacionamentos… Os sentimentos são instáveis, as emoções dependem das ações e reações das pessoas para estarem ali, para serem mantidas.
Os sentimentos nunca são totalmente preenchidos, pois as imperfeições das pessoas não deixam isso acontecer, logo cria – se um vão dentro de nós, mesmo quando estamos cercados das pessoas que queríamos perto. Por que isso acontece? Porque o sentimento busca seu próprio interesse. Mesmo quando fazemos o bem pra alguém, nossas emoções buscam uma recompensa por isso!
O amor não é o que sentimos, amor é o que fazemos, e logo nossas emoções acompanham nossos feitos. O sentir manifesta – se em belas palavras, mas é vazio de ações, isso cansa. Porque qualquer relacionamento construído por palavras bonitas se acaba com atitudes egoístas.
O verdadeiro amor não depende do outro, mas as más atitudes de quem amamos podem ser consumidas pelo ato de amar.
O amor é sólido, permanente, jamais instável.
Você vai sentir muitas coisas, tudo isso faz parte da sua humanidade, não deve ser reprimido.
Mas nunca confunda sentir com amar, porque quem enxerga história de amor nas emoções está propenso a se ferir com muita frequência. Corre o risco de entrar e sair de relacionamentos por não receber de volta o que ofereceu, porque não recebeu recompensa por agir com carinho quando se sentia bem com aquilo.
A ausência de reciprocidade destrói boas emoções, quando não há amor.
O sentimento não é capaz de eternizar o amor, mas o amor é capaz de eternizar o que é bom, perdoar o que doeu e constranger os que nos desejam o mal.
O amor traz de volta boas emoções, por causa dos bons feitos.
O amor não isola ninguém, não impede ninguém de construir pontes porque foi ferido ou frustou – se com amigos e namoro. Isso não é amor, nem ao próximo nem o próprio, nem a Deus.
O amor é a reconstrução, é a liberdade de ser você, e com isso quero dizer, não ser mais alguém ferido.
O amor reconstrói a confiança, os bons relacionamentos, e nos faz tentar outra vez sempre, com mais sabedoria e menos euforia.
Muitas vezes amor é fugir do que você sente, até que ato de amar cure suas emoções, e jamais ao contrário.
Tolos os que esperam sentir algo para declarar amor, pois em I João 3:18 Deus nos diz para não amarmos apenas em palavras, mas em verdade e em obras.
O amor sempre será mais o que você faz do que o que você diz, ou sente. As emoções nas suas instabilidades não sabem perseverar, nem perdoar, ou tentar outra vez. As emoções são cada vez mais feridas e não tratadas dentro de quem age de acordo com elas. Fazendo de uma alma, prisioneira da negatividade, inferioridade, medo, superficialidade, arrogância, raiva e solidão… Cada vez mais inconstante e instável, incapaz de construir pontes com alguém.
O amor por sua vez, não espera por ninguém, faz o bem por si só, com ou sem recompensa. Não há, e nunca haverá argumento melhor contra os erros da vida do que o ato de amar.
O amor não se vinga.
Já as emoções te trancam e te fazem entender que você está ferindo o outro por não ser mais tão entregue, tão confiante, tão interativo, quando na verdade só está ferindo você mesmo, enquanto quem te feriu está vivendo. Você impede pessoas de te alcançarem, porque você, guiado pelo coração enganoso (Jeremias 17:9), foi alcançado por alguém que não soube tratar bem a sua alma. Se aceitar um conselho, aí está: A melhor vingança está em amar, e amar com mais intensidade, com mais sinceridade, se entregar mais. Amar de verdade! Sei bem que o amor foi conturbado e se tornou culpado pela dor gerada na alma, sendo que na verdade ele é a cura. Mas o amor, o verdadeiro amor, reconstrói, ele recomeça, tenta outra vez, tenta sempre, e não depende do outo, mas está ali, sempre pronto pra curar. Porque quem não sabe amar, só sabe ferir, e fere outros na mesma medida que está ferido. Finalizo dizendo: Não há razão na emoção, então não seja guiado pelo seu coração. Ame até se apaixonar, e mesmo quando a paixão passar, continue a amar, porque o ato de amar traz as boas emoções de volta. Construa relacionamentos baseados no verdadeiro amor. E por favor, cale a voz do coração. O amor é razão, é escolha, é renúncia de si por outro alguém. O amor é o bem, em qualquer mau feito. O amor torna tudo perfeito, sem destruir identidades ou desrespeitar a individualidade. E aí, você sabe amar?

Escrito por: Demi Menezes

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